quinta-feira, maio 15, 2014

Adeus a Casa da Portaria!!



Arquivo da AMAGG:
CASA DA PORTARIA”: MAIS UM PRÉDIO HISTÓRICO DA GRANJA GUARANI Ruínas Casa da Portaria, na entrada da Granja Guarani A Granja Guarani é, definitivamente, um dos bairros mais privilegiados de Teresópolis. Além da magnífica divisa com o Parque Nacional da Serra dos Órgãos, uma das primeiras reservas naturais oficialmente preservadas do país, a Granja Guarani guarda nacos importantes da Mata Atlântica, é palco de dois importantíssimos pontos turístico culturais, Quiosque das Lendas (Mirante ou Carramanchão), como queiram e o Lago Iacy, e, guarda nos seus recantos, ruas e imóveis uma espetacular história. Com a preciosa contribuição da amiga Louisa Turiel, revelamos, agora, um pouco da história da “Casa da Portaria”, construída muito provavelmente nos anos 30, e que é a primeira residência erguida logo após o Portal de Entrada do bairro à direita de quem chega à Granja. Louisa, que nos conta que morou nesta casa entre 1962 e 1971, revela que, segundo relatos históricos, a Família Guinle trouxe materiais finíssimos de todas as partes do mundo para a construção de sua casa (a sede principal da Fazenda que deu origem à Granja Guarani) e do Caramanchão, o nosso belíssimo quiosque finalmente em fase de restauração. Com as sobras dessas duas construções, Carlos Guinle determinou a construção da “Casa da Portaria” junto aos dois pilares de pedra na entrada Recentemente a AMAGG promoveu mutirão de limpeza na área externa da casa da grande fazenda. Os detalhes desse histórico imóvel são interessantes: Na primeira etapa, foi construída a “vigilância” – meia parede de alvenaria sustentando janelinhas de vidro – e, logo depois, um quarto pequeno e um lavabo. Curiosidades desta primeira etapa: a) O chão é de mármore, igual ao da “Casa Grande” e do Caramanchão. b) Os vidrinhos da janela tinham bolhas de ar, bem visíveis. c) Entre a “vigilância” e o quarto há uma janela de treliça, igual as da Casa Grande. d) As luminárias desses cômodos eram de vidro moldado, provavelmente provenientes da Áustria. e) Havia duas estatuetas: Inverno (figura de um homem velho) e Diana, a Caçadora (figura de uma mulher com arco-e-flecha), uma de cada lado da janela externa do quarto. f) O lavabo é de ladrilhos portugueses, em tons de azul e amarelo, talvez desenhados pelo mesmo artista das lendas do Caramanchão, o português Jorge Colaço. O porteiro deve ter se casado e tido filhos, e aos poucos outros cômodos foram adicionados ao imóvel. Adjacente ao lavabo, foi construida uma pequena cozinha, com afastamento e altura para o fogão à lenha; e mais três quartos e um banheiro completo, incluindo uma banheira. Com essas construções “a prestação”, uma das características da casa são as multiportas e janelas internas. Carlos Tuccimei Guinle, neto do fundador do bairro, ajudou na limpeza do Portal da Granja Guarani Nas adições, apenas o chão do banheiro é de sobras do mármore da Casa Grande, ou é muito similar. Dois dos quartos tem chão de taboa corrida, e o último a ser construído já é de taco. A varanda, entrada de serviço e corredor têm chão de cimento vermelho (tratado com cera Cardial e esfregão). Louisa conta que há suspeita de que as telhas e ladrilhos da Casa Grande, do Caramanchão, da Casa da Portaria e mesmo da Fonte Judith tivessem sido feitos na própria Granja Guarani, com a supervisão do mesmo Jorge Colaço. No terreno da Casa da Portaria havia todo um aparato de olaria e cerâmica, incluindo fornos e galpão de estoque. No tempo que morou na residência, ela nos conta que a dona da casa chamava-se Ernestina Almeida, que também era a proprietária da área do terreno onde fica o Caramanchão

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